sábado, 5 de julho de 2008

LOL - Literatura Online

KALEIDOSCÓPIO
Dani, carioca, quase balzaquiana. Tradutora de inglês, taróloga, um pouco bruxa. Defensora ardente da liberdade total, de corpos e expressão. Ser em permanente mutação, como tudo neste Universo

blogchalk: Daniela/Female. Lives in Brazil/Rio de Janeiro/Botafogo and speaks Portuguese. Spends 60% of daytime online. Uses a Fast (128k-512k) connection.


DEIXE SEU RECADO
Visitas:

OUTRAS PALAVRAS



Sexta-feira, 20 de Setembro de 2002 00:37:18
E olhem que eu não sou de discutir política.

Mas nesse caso tive que abrir a exceção.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[0]



00:34:20

Gente, o Weblogger feio, bobo e chato não me deixou colocar o banner (nem imagem nenhuma, a bem da verdade), mas é o seguinte:
depois de aturar o Little Boy, ROSINHA no governo é o fim da picada, né?

enviado por Daniela Belmiro. comentários[1]



Terça-feira, 17 de Setembro de 2002 21:41:40
Ok, suspendam as cornetas, as cheerleaders e o prêmio especial: a visitante número 2000 do blog fui eu mesma.

É, eu consegui essa proeza.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[7]



21:37:23

Bom mesmo é sair numa segunda à noite e encontrar um povo colorido e do bem dançando ciranda no meio da casa noturna, na maior paz e com um som de primeira.
É dessas coisas que renovam a alma feito a brisa do mar e fazem você agradecer pela vida nesta cidade louca apesar dos bandidos à espreita no outdoor e na capa da revista.


enviado por Daniela Belmiro. comentários[0]



21:30:35

Non sense publicitário é o cartaz daquele sabão em pó famoso espalhado pelas esquinas da cidade: "o que ele aprende fica. A mancha de gordura, a gente tira." (ou algo que o valha) A foto é do moleque sorridente com um saco de batata frita tipo McDonald's na mão. Como mãe e compradora de sabão em pó, provavelmente eu me encaixo no público-alvo do negócio e deveria entender a peça, né? Pois é. Eu tava até acompanhando a coisa numa boa e inclusive achei bonitinho o resto da campanha com as crianças se sujando de tinta, na cozinha preparando um bolo e tal. Mas queria que alguém me explicasse urgente o que é que o ruivinho vai "aprender" com aquelas fritas na mão.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[0]



Sexta-feira, 13 de Setembro de 2002 17:13:36
Foi o seguinte: eu andava buscando não sei mais o quê sobre Sex And The City e achei meninas que se inspiraram na série para colocar online um papo-mulherzinha da melhor qualidade.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[5]



17:10:11

Nossos Comerciais, Por Favor

Se você gosta de TV e está no Rio, não dá para perder o show do grupo Na Rede Pelo Lado de Fora. Uma prova viva da marca que essa 'caixinha de fazer doido' deixa na memória afetiva de todo mundo, às vezes até sem que se perceba. Muito legal relembrar jingles, temas de novela e quetais com novas roupagens, e personagens que fizeram história no mundo pré-cabo.
O único risco é você tomar uma ou duas doses de qualquer coisa e se pegar cantarolando despreocupadamente no ritmo da abertura de 'Armação Ilimitada' ou outras coisas mais antigas que a certidão de nascimento da garotada que enche o bar.

É no Espírito das Artes, ali em Botafogo.


enviado por Daniela Belmiro. comentários[0]



16:49:44

Se você trabalha o tempo todo em casa acaba criando um olhar meio estrangeiro nas vezes em que visita o mundo exterior. Vira aquele marciano da Veja, se admirando a cada esquina e reparando em detalhes que jamais chamariam a sua atenção em outros tempos. Isso rende umas reflexões boas.... e outras absolutamente irrelevantes para o destino da Humanidade.
Hoje eu perdi o trajeto inteiro do centro até Ipanema pensando naqueles papeizinhos que a moça do frescão distribui. Frescão, se alguém aí não sabe, é um daqueles ônibus de turismo com ar-condicionado e poltronas decentes e uma passagem que custa o dobro da comum para pessoas como eu que nem sempre acham divertido ficar sacodindo num busão cheio e calorento com camelôs vendendo descascadores de legumes a um real, (e demonstrando o apetrecho in loco para desespero daquele executivo no primeiro banco que tenta salvar o terno já suado das cascas de xuxu voadoras. É uma experiência antropológica. Mas hoje eu não estava a fim) mas que estão sem grana para flanar de táxi por aí.
Mas voltando ao assunto. Você sobe lá no seu frescão e a moça te dá bom dia e um papelzinho que arranca do bloco. Aí você senta e lá vem ela recolher a grana da passagem. Reação natural? Entregar de volta o papelzinho que está fazendo as vezes de ingresso. Só que ela não pega. "Não precisa", com sorriso profissional. E aí fica você com o troço na mão, inútil. Claro que pode ir colecionando um monte para quem sabe fazer um revestimento muderno na parede do banheiro ou uma colagem que você vai batizar de 'arte conceitual', mas o destino mais provável dos fatídicos papeizinhos é o fundo da bolsa (em dias civilizados) ou (o mais provável) fazer companhia para o mar de panfletos de 'compro ouro' e 'trago a pessoa amada em três dias' que já emporcalha as calçadas. Tá, eu sei que o objetivo da coisa toda é ter um controle do número de passageiros que usam o serviço, mas não dava para criar outro método (ou ao menos para RECOLHER os infelizes dos bilhetes e reciclar aquele papel todo)???


enviado por Daniela Belmiro. comentários[3]



Quinta-feira, 12 de Setembro de 2002 21:33:55
Sempre um bom filme

Eu sou fanática por cinema. Já fui mais, daquelas que iam todos os dias e que enlouqueciam nas épocas dos Festivais. Hoje, por óbvia falta de tempo, não dá mais pra ver tudo que está em cartaz. É por isso que fico feliz quando, no dia em que finalmente pinta a chance de pegar um cineminha, entre todos os filmes imperdíveis que eu ando querendo assistir (e são sempre muitos) eu escolho justo o mais imperdível.

No sábado foi assim. Lucía y el Sexo. Belíssimo. Do mesmo diretor de "Os Amantes do Círculo Polar" que passou numa mostra há um tempo. Quem viu o primeiro vai identificar neste a mesma idéia do Destino unindo os personagens, os dramas, as tramas. Só que com um roteiro melhor e com uma fotografia maravilhosa... Enfim. Imperdível. Não se deixem enganar pelo título que (para quem nunca ouviu falar em Julio Medem) pode parecer apelativo e assistam.

*********

Porta Curtas. Enfim alguém imaginou uma maneira inteligente de dar visibilidade aos curtas-metragens nacionais. Além de conhecer alguns poucos ensanduichados (às vezes com critérios bastante aleatórios, eu sempre achei) em sessões normais dos cinemas de Arte e garimpá-los pelas mostras da vida, agora dá para assistir, fazer buscas por diretor, título ou assunto e até ler os roteiros num portal exclusivo. Maravilha.



enviado por Daniela Belmiro. comentários[1]



Sexta-feira, 06 de Setembro de 2002 11:14:23
Humor ácido pra temperar a sexta-feira de sol? Meus sucos de maracujá sempre sem açúcar não deixam dúvida: eu adoro. Sirvam-se.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[7]



09:50:47

Hoje, já prevenida, compro um par de girassóis logo cedo como há muito não fazia. Para não contrariar ao fluxo das coisas, mesmo sabendo que são o café da manhã preferido das gatas.
E o rádio, ainda afinado com não sei quais tendências astrais, despeja os primeiros acordes de "Andrea Dória" no instante em que piso na lanchonete que me serve o suco com misto quente.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[1]



Quinta-feira, 05 de Setembro de 2002 18:33:49
E como disse minha correspondente-oráculo, no seu desvario de hoje:

Silêncio para escutar a primavera chegando


enviado por Daniela Belmiro. comentários[1]



18:32:32

Inundação emocional é dessas coisas difíceis ou impossíveis de conter. É aquele dia que nasce implorando sutilezas e você, a agenda gorda de compromissos, resolve cair de cara no mais chato dos trabalhos pra ver se esquece da vida. É o dia em que você resolve comprar a luminária que quebrou e liga pro atendente do cartão de crédito estourado, só pra não ter tempo de ver nem um tantinho de céu azul, porque nunca se sabe. O dia em que você desaba num restaurante a quilo qualquer às 4 da tarde, munida de uma revista semanal cheia de barbaridades e desatinos. Couraça, dique de concreto. Tudo em vão. Nas entrelinhas da entrevista com o político, entre uma garfada e outra do frango com salada banal, entra pelos seus ouvidos uma rádio que contrariando todos os seus planos não é de pagode nem de música de elevador. E aí, torça pra ter levado os óculos mais escuros que você tiver. Porque as gordinhas lanchando na mesa ao lado não vão entender nenhuma das lágrimas enfim destrancadas pelas músicas que se infiltraram no seu dia à flor da pele.


enviado por Daniela Belmiro. comentários[0]



Quarta-feira, 04 de Setembro de 2002 11:35:56


É, não tá dando pra trabalhar muito hoje.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[2]



11:35:06

"Nós nos perdemos de nossa condição de bicho, de animal. E aí ficou essa coisa dividida, ou você é heterossexual ou homossexual, ou é de esquerda ou de direita. Está tudo partido, tudo fragmentado, e eu acho que a grande esperança seria a esperança de voltarmos a ser um. Ou sermos todas as coisas numa só, que é o que não conseguimos. Então você se filia ao PT ou ao PDS . Você é homossexual ou heterossexual. Atualmente se admite que você seja bissexual, o que é uma besteira. Bissexualidade também não existe. Existe sexualidade."

Tá, eu não resisti ao cut and paste. Mas o resto você passa lá e olha, tá?


enviado por Daniela Belmiro. comentários[0]



11:27:53

Gente, só ele mesmo pra me iluminar o dia mostrando um caminho tão especial.

Caio Fernando Abreu online, pra momentos de preguiça ou desespero em que os cinco passos entre a cadeira do micro e a estante de livros parecem longos demais.



enviado por Daniela Belmiro. comentários[1]



02:56:54

Mais uma da série "por que vale a pena me ralar de trabalhar até duas da matina":
Adventure Divas

Programas geniais, de, sobre e para mulheres poderosas. Estréia qualquer hora dessas, no GNT, não sei se com o título original. Por enquanto, passem no site que já vale a pena.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[0]



Terça-feira, 03 de Setembro de 2002 14:00:47
Gatos Pra Que Te Quero (se o Weblogger e minha conexão problemática enfim permitirem)

Minha experiência mostra que o mundo provavelmente se divide em dois tipos de pessoas: as que amam gatos e aquelas que os adoram... de preferência ao molho pardo. O fato de eu ter três deles morando comigo leva muita gente a concluir apressadamente que me incluo no primeiro grupo, mas na verdade não sei se é bem assim. Fato é que eu me divirto com a personalidade única de cada um desses bichos e que acredito na velha tradição que os aponta como anteparos das energias que se abatem sobre as casas, protegendo os humanos que vivem nelas. Foi sobre isso, aliás, que eu refleti quando comecei a ver que meus esforços para me livrar do gatinho tigrado que apareceu por aqui dia desses não estavam dando em nada. Se a tese das bruxas medievais está certa, estávamos precisando mesmo de um 'filtro' para o ser humano que chegou por aqui em tempos mais recentes. Então eu concluí: enquanto o número de pessoas e de felinos estiver equilibrado, that's ok. Afinal, por mais que eu achasse que ia enlouquecer lidando com dois filhotes ao mesmo tempo (a Lia e o ex-gatinho temporário), vi que aquela máxima do onde comem dois, comem três se aplica especialmente aos felinos. O bicho foi imitando as duas gatas adultas e se incorporando à rotina da casa praticamente sem me dar trabalho nenhum.


Tequila
Herança dos meus tempos de solteira, foi morar comigo numa época em que eu ainda acreditava que pessoas podem ser donas de gatos. Talvez por isso conheça o próprio nome e entenda (o que não quer dizer que obedeça) a palavra 'não'. Filhote, gozava da minha atenção integral de garota morando sozinha e reinava o dia todo no quarto-e-sala vazio. Me esperava no parapeito da janela e ('igualzinha à dona', sacaneavam os amigos) deixava-se seduzir descaradamente pelos seres do sexo masculino que pintavam no pedaço. Hoje, virou uma senhora arredia e um pouco ranzinza, sem paciência nenhuma para os filhotes da casa. Não trava nenhum contato com a Lia nem com o gato pequeno (embora só rosne para esse último) e não se deixa pegar por ninguém além de mim (mesmo assim, só quando está de bom humor). Desaparece quando tem festa ou visita, ou mesmo quando toca o interfone. Mas nos momentos de carência adora brincar de buscar bolinhas de papel e curte tanto um cafuné entre as orelhas que chega a babar. Literalmente.


Morgana
Gato número 2. Veio morar com a gente logo depois da mudança e quando a Tequila ainda estava meio abalada com o novo ambiente. Foi recolhida da gaiola de 'doa-se' do Pet Shop por um Felipe de nariz torcido, que estava mais a fim de um cachorro. Mas logo conquistou a todos. Cabia na palma da mão. Nas primeiras semanas, sumia pelos cantos do apartamento grande, e nas raras aparições tomou tanto cascudo da Tequila que acho que por isso ficou meio lelé até hoje. Tem, desde filhote, um certo complexo de 'gato ninja', talvez por ser toda preta: sem aviso, voa do chão ou de cima de algum móvel e crava as quatro patas nas costas da gente. O número tinha mais graça quando ela era um microgato. Só bebe água corrente, tem paixão por milho e por couve crua, rouba a comida da Tequila, é mais carente e carinhosa que a outra e tem o costume inconveniente de pular no colo das visitas (de preferência daquelas que têm pânico de gatos). Sabe abrir portas, pulando na maçaneta. Já conseguiu subir no telhado do prédio, e o resgate foi uma epopéia. Antes de castrada, era uma gata lésbica. Comia a Tequila quando ela estava no cio. Depois acalmou um pouco. Mas só um pouco. Hoje vive sendo importunada (e dá a maior trela, tenho que dizer) pelo gato número 3 que, abusado, já tenta passar umas cantadas mesmo tendo a metade do seu tamanho. Não tem idéia do próprio nome e ignora solenemente qualquer tipo de ordem. Mas, muito dada, vai com qualquer um e tem mania de morder botões de camisa.


Tuba
Passou semanas como o gato temporário. Não tinha nome nem colo nem nada, porque eu não queria me apegar. Quando finalmente confirmamos que era um macho e que ia ser muito difícil empurrar para alguém um bicho tão chatinho, o Felipe sugeriu batizá-lo de Tubarão por conta do costume singelo de travar qualquer tipo de contato mordendo o pé, a mão ou a parte do seu corpo que estiver mais próxima. Virou Tuba porque eu acho mais bonitinho, mas o fato é que chegou por aqui num estágio em que os gatos são só 'os gatos' mesmo. Ninguém chama pelo nome. É o filhote mais encapetado que já tive em casa (por ser macho, alguém me disse. Eu não sei). Acordado, não pára quieto um minuto. Já chegou com as gatas castradas, mas pelo visto tem planos ambiciosos de incluí-las num futuro harém. Derruba coisas, enche o saco da Morgana e mete medo até na Lia, que fica aflita com as mordiscadas no pé e com as tentativas que ele faz de roubar o café da manhã ou o lanche dela. Quando aparece qualquer visita, milagrosamente se transforma. Pisca os olhos esverdeados e aproveita o charme de filhote para enterrar a carinha ruiva no colo até dos menos afeitos a gatos e imediatamente cair num sono angelical. "Ai, que amor de gatinho!" Acho que está a fim de arrumar um lar mais tranqüilo.



enviado por Daniela Belmiro. comentários[8]



Domingo, 01 de Setembro de 2002 15:59:38
Inclúa esse aí de baixo na lista dos posts engolidos. Isso se ele aparecer um dia. Vou repensar aquela história do Blogger brazuca.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[2]



15:37:34

Domingo besta de chuva, eu aqui tentando me entender com o teclado duro da minha irmã.
Virou o mês, já? Ainda bem. Posts da semana foram todos engolidos, uns pela falta de tempo e outros pelo Weblogger mesmo. História dos meus gatos, redigi umas três vezes, com fotos e tudo. Devoradas, todas. Perdi a paciência. Qualquer hora dessas de setembro, talvez.

enviado por Daniela Belmiro. comentários[2]






Agosto/2002
Julho/2002
Junho/2002
Maio/2002
Abril/2002

Amigos & Coisas Boas de Ler
Mothern
Orelhão
Blowg
Caralhodeasas
Moshi Moshi
Prosa Caótica (II)
Depois Eu Explico
Drops Da Fal
Histórias de Cronópios

Freeze!
Alice
Eu No Meio do Mundo

Mais do Mesmo - outras coisas minhas e sobre mim

Anjos de Prata
Heranças
Kaleidoscópio (o velho)
O Espelho da Joyce
Jogo do Currículo
LOL - Literatura Online




Arredores
seguinte - qualquer - todos

Nenhum comentário:

Produtos

Hospedagem de Sites