"Nós estávamos na sua mão", repeti. Amâncio mantinha o meio
sorriso armado, como uma tenda no acampamento da tropa. O combate
agora era dele, só dele. Ele estava só, com a granada amarrada à mão.
Apertei sua mão para ele saber que eu continuava a seu lado. "Sabe o que
aconteceu? O que realmente aconteceu?", perguntou com um fio de voz. Eu
lhe disse que era melhor não falar, ele precisaria de toda energia disponível
para resistir àquela batalha e vencê-la. Não quis fazer drama e falar assim,
com imagens de guerra pela vida e essas coisas que ficam bonitas num livro,
mas fazem um mal danado quando ditas ao pé do leito de morte de quem
sabe que não há batalha porra nenhuma; o que há é um massacre sem
comiseração.
Mas ele insistiu. Foi assim que fiquei sabendo o que se passou na
tarde daquele domingo.
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